Saiba como abrir uma loja sendo microempreendedor individual

Ter o próprio negócio já é uma realidade para muitos brasileiros. Segundo o Sebrae, atualmente são 6,4 milhões de estabelecimentos comerciais, sendo que desse total 99% são micro e pequenas empresas (MPEs). Outro dado interessante: já são mais de 3,5 milhões MEIs – microempreendedor individual – no país.

Portanto, se você está pensando em abrir uma loja, saiba que pode formalizar o negócio sendo MEI. O microempreendedor individual é uma forma mais simples de regularização para quem trabalha por conta própria ou quer começar a empreender. Com ele, é possível ter um CNPJ, contribuir para a aposentadoria, emitir notas fiscais, contratar um funcionário, entre outras vantagens.

No artigo, vamos explicar como é possível abrir uma loja sendo microempreendedor individual e dar algumas dicas para começar a empreender com o ‘pé direito’.

Conheça as vantagens de ser MEI 

Ao formalizar sua atuação profissional como microempreendedor individual, você elimina boa parte da burocracia tão comum na abertura de empresas, uma vez que todo o processo é feito a partir da internet.

Além disso, com o CNPJ, é possível obter benefícios como o direito à emissão de nota fiscal, o que confere credibilidade ao seu empreendimento e possibilidade de trabalhar com empresas que exigem o documento.

Mas não se preocupe, o registro como MEI isenta a cobrança de impostos federais para profissionais dessa categoria; ou seja, você não paga tributos como PIS e Cofins, tendo apenas um baixo custo fixo mensal com alguns impostos, como INSS, ISS e ICMS.

Você ainda poderá contar com os seguintes benefícios previdenciários:

  • Auxílio-doença (a partir de 12 meses de contribuição);
  • Salário-maternidade (a partir de 10 meses de contribuição);
  • Pensão por morte (a partir de 24 meses de contribuição);
  • Auxílio-reclusão (a partir de 24 meses de contribuição);
  • Aposentadoria por invalidez (a partir de 12 meses de contribuição);
  • Aposentadoria por idade (a partir de 180 meses de contribuição).

Quais as regras e como fazer sua inscrição como microempreendedor individual?

A categoria de microempreendedor individual foi criada pelo governo brasileiro com o intuito de tirar da informalidade um número considerável de profissionais que atuavam de maneira autônoma. Isso permitiu a legalização de diversos empreendimentos e desde então gera avanços significativos tanto para os profissionais, que agora podem atuar com mais segurança, quanto para o governo, que passou a arrecadar com a contribuição desses empreendedores.

A opção pelo MEI tem se apresentado como um diferencial importante, principalmente para novos empreendedores. Como a categoria permite a formalização de negócios residenciais, é possível economizar desde a abertura da empresa — realizando todo o processo via internet – até o uso da própria casa como local de trabalho, evitando, assim, gasto com aluguel.

Atividades que se encaixam como MEI

Antes de fazer sua inscrição e dar início aos procedimentos de formalização, é preciso saber se a sua atividade se encaixa nas exigências do governo para que você atue como Microempreendedor Individual.
Para tanto, é muito simples. Basta conferir no próprio site a lista de atividades permitidas ao MEI .Ela está disponível em ordem alfabética, o que facilita a busca. O MEI pode ter uma atividade principal e até 15 secundárias.

Registro no Portal do Empreendedor

Depois de conferidas as regras e se sua atividade pode ser regularizada como MEI, é hora de fazer seu registro como microempreendedor individual. Para isso, basta acessar o Portal do Empreendedor e clicar em “Formalize-se”. Na página que irá abrir, informe seu CPF e a data de nascimento. Depois, preencha o formulário com suas informações pessoais e selecione suas atividades principal e secundárias.

Na hora de informar o endereço comercial, saiba que este pode ser o endereço da sua própria casa. Complete o cadastro selecionando as opções desejadas e envie o formulário. Confirmada a sua inscrição, você já está cadastrado como MEI e vai receber seu Certificado de Condição de Microempreendedor Individual.

Sistema de gestão de vendas facilita a organização financeira e fiscal

Mesmo que você comece um pequeno negócio, com faturamento anual dentro dos limites do MEI, ao atuar com vendas diretas para os clientes é interessante organizar muito bem a gestão da loja.

Saber exatamente o número de produtos do estoque, o número de vendas concretizadas, as entradas e saídas financeiras, poder cadastrar seus clientes. Tudo isso é papel de um bom gestor – mesmo sendo microempreendedor individual. Ao ter o controle destas atividades, você vai saber, por exemplo, que produtos tem mais demanda e não deixá-los faltar nas prateleiras; quem são seus melhores clientes; planejar os recebidos e as contas a pagar; preencher os relatórios mensais e anual entre outras tarefas administrativas importantes.

Também vale lembrar que todo microempreendedor individual deve, ainda, emitir nota fiscal quando o comprador de seu produto ou serviço for uma pessoa jurídica, ou seja, outra empresa. Portanto, é preciso ter controle também destes documentos.

Por isso, se você quer abrir uma loja e ter mais eficiência na parte operacional, fiscal e nas finanças, pode considerar o uso de um sistema de gestão de loja, especialmente o que gerencie as informações de vendas.  Esse tipo de sistema, como o SPVarejo, ajuda o empreendedor a integrar todas as atividades, facilitando o registro das operações, a ordenação e o acesso às informações, a comunicação interna, o cumprimento das legislações fiscais entre outras facilidades. Enfim, minimiza as dificuldades de gestão e simplifica a rotina da loja.


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